20 de jun de 2017

Após ser chamado de "chefe de organização criminosa" Michel Temer processa dono da JBS por calúnia e difamação

Do R7 

O presidente Michel Temer deu entrada na Justiça na manhã desta segunda-feira (19) em duas ações contra o dono da JBS, Joesley Batista. Uma das ações será por danos morais, onde pedirá indenização financeira, e a segunda, será uma queixa crime, por difamação, calúnia e injúria, crimes contra a honra.
Temer dedicou parte do fim de semana para discutir as ações a serem apresentadas na Justiça contra JoesleyBBC Brasil
O presidente decidiu acionar o advogado do PMDB, Renato Oliveira Ramos, para representar contra o empresário. A ação criminal foi impetrada na Justiça Federal e a cível, na Justiça comum. A ação criminal será julgada pelo juiz federal Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília.
As ações foram movidas após a entrevista do empresário à revista Época, publicada nesse fim de semana, que chamava Temer de "chefe de organização criminosa". Segundo a defesa de Temer, a entrevista foi "desrespeitosa e leviana", além de ofensiva à pessoa do presidente. Para os advogados, as declarações de Joesley levam a sociedade a questionar a honradez de Temer.
"Na verdade, todos sabem o real objetivo do querelado [Joesley] em mentir e acusar o querelante [Temer], atual presidente da República: obter perdão dos inúmeros crimes que cometeu, por meio de um generoso acordo de delação premiada que o mantenha livre de qualquer acusação, vivendo fora do país com um substancial [e suspeito] patrimônio.", diz trecho da petição.
Na ação inicial, Temer não estabeleceu um valor de indenização, mas isso poderá ser feito em um segundo momento, caso o juiz indique que pode especificar um montante. A ideia do presidente, caso consiga ganhar as ações na Justiça, é doar os valores referentes a elas a uma instituição da caridade.
Temer dedicou uma parte do fim de semana para discutir com seus advogados as ações a serem apresentadas na Justiça contra Joesley, que anunciou que faria em nota oficial divulgada sábado. No feriado, Temer se reuniu também com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, que irá ajudá-lo na defesa da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar contra o presidente, nos próximos dias.
O presidente já deixou o Planalto em direção à base aérea de Brasília, para embarcar para Rússia. Neste período, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Moreira Franco, permanecerão em Brasília monitorando ações contra o governo e trabalhando pela reaglutinação da base aliada.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumirá o comando do País com a viagem de Temer, não deverá ir ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira, já que está em Pernambuco. Ele deverá começar a despachar no gabinete presidencial nesta terça-feira.

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