14 de jun de 2016

Acusado de participar de ataques a ônibus que ceifou a vida da menor Ana Clara, em São Luís, é morto dentro de presídio

Giheliton de Jesus Silva foi assassinado na tarde dessa segunda-feira (13).
Três companheiros de cela no Presídio São Luís (PSL) III são investigados.


Do G1 MA

Na montagem Giheliton de Jesus Santos Silva, o "Gil", acusado de
 participar de ataque a ônibus que vitimou a menor  Ana Clara,
06 anos, que teve 95% de seu corpo queimado
 
A Polícia Civil do Maranhão investiga o assassinato do detento Giheliton de Jesus Santos Silva na tarde dessa segunda-feira (13) dentro do Presídio São Luís (PSL) III.
Segundo informações da Supervisão de Segurança Interna (SSI), a vítima estaria trabalhando na faxina da área de encontro íntimo da unidade prisional quando, por volta das 15h, um desentendimento com os colegas de cela iniciou. Giheliton de Jesus foi morto após ser violentamente agredido.
Ele foi socorrido e levado às pressas para Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), em São Luís, mas morreu no caminho.
Em nota ao G1, a Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (Seap) confirmou que três companheiros de cela já são investigados sobre o assassinato: Ismael Fernando dos Santos, Webert dos Santos Silva e Isaac Almeida Silva. Leia a nota na íntegra.
NOTA

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) informa que já foram identificados, e conduzidos à delegacia, os três detentos suspeitos da morte do interno Giheliton de Jesus Santos Silva, crime ocorrido na tarde desta segunda-feira (13), na Penitenciária Regional de São Luís (PRSLZ), antigo PSL III.
Segundo levantamentos da Supervisão de Segurança Interna (SSI), a vítima trabalhava na faxina da área de ‘encontro íntimo’, da unidade prisional, quando, por volta das 15h, teria se desentendido com os colegas de cela, da mesma facção; e sido agredido por eles com cabos de vassoura.
A vítima foi socorrida às pressas, mas faleceu a caminho do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II). Ismael Fernando dos Santos, Herbert dos Santos Silva e Isaque Almeida Silva foram os internos identificados como suspeitos do crime, cuja dinâmica será investigada pela polícia judiciária.
Este foi o primeiro detento morto, após mais de 13 meses sem registro de nenhum crime dessa natureza, no complexo prisional. Desde janeiro de 2015, devido à implantação das políticas de segurança e ressocialização aos apenados, o Governo tem mantido os presídios do estado sem ocorrências de motins ou rebeliões.
Caso 'Ana Clara'

A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado em ataque a um ônibus em São Luís, morreu às 6h45 do dia 6 de janeiro de 2014. O ataque ao ônibus ocorreu no dia 3 de janeiro. Ana Clara estava com a mãe e a irmã, na Vila Sarney, quando o veículo foi invadido e incendiado por homens armados.
A onda de ataques que vitimou Ana Clara Santos Sousa começou depois de uma operação realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo de Pedrinhas, com o objetivo de diminuir as mortes nas unidades prisionais do estado.

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