26 de fev de 2016

Menino torturado em ritual de magia negra teve unhas arrancadas e pode ficar cego; Caso aconteceu no Mato Grosso do Sul

Casal de tios e primo foram presos pelo crime; criança segue internada em Campo Grande (MS)

Do R7

O menino de cinco anos que foi resgatado após sofrer torturas durante supostos rituais de magia negra está internado na Santa Casa de Campo Grande. Entre várias agressões, o garoto teve unhas das mãos e dos pés arrancadas e pinga quente jogada nos olhos. Ele corre o risco de ficar cego. 

Menino é torturado em ritual de magia negra, no Mato Grosso do Sul 
Detentas da Estabelecimento Penal Feminino de Corumbá, em Corumbá (MS), fizeram um motim em protesto contra a presença de Conceição Vargas da Cruz, de 31 anos. A mulher, o marido e um primo são suspeitos de torturarem um menino de cinco anos durante supostos rituais de magia negra em Campo Grande. 

Segundo o Portal Diário Digital, logo que souberam da chegada de Conceição à unidade prisional, as presas iniciariam o motim, com gritos, "panelaço" e fumaça. Três detentas se feriram e precisaram de atendimento médico em um pronto-socorro.  Conceição está detida em uma área isolada do presídio. 

Conceição e Arnaldo Pavão, de 46 anos, são tios da vítima e foram presos na terça-feira (23) em Campo Grande. De acordo com o Diário Digital, o caso foi descoberto porque duas funcionárias do abrigo foram fazer uma visita e perceberam que a criança estava bastante machucada. 

Boletim médico divulgado pela Santa Casa informou que o menino está consciente e passou por procedimento de drenagem cirúrgica de abscesso extenso na orelha esquerda. Devido às torturas, a criança corre o risco de perder a visão. 


As agressões teriam começado em maio de 2015, quando o casal conseguiu a guarda do menino. A criança sofria diversos tipos de agressões, como queimaduras, e teve unhas do pé arrancadas. Além disso, ele ficava sem comer por dias e amarrado. 

Em depoimento, a tia afirmou que, quando conseguiu a aguarda do menino, já tinha a intenção de usá-lo no ritual. As sessões de tortura aconteciam até quatro vezes na semana, durante nove meses. 

Ainda segundo a polícia, os torturadores esquentavam pinga e jogavam na vítima, principalmente no olho, a queimavam com charuto, e a agrediam com cabo de vassoura. A criança corre o risco de perder a visão.

O casal responderá por tortura qualificada e abandono de incapaz. O primo do casal, Giovani da Silva Ortiz, de 18 anos, foi preso em Aquidauana. Ele confessou o crime.


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