4 de fev de 2016

Castelão, Nhozinho Santos e Frei Epifânio estão entre os piores estadios do país


O Maranhão está bem abaixo da média nacional quando o assunto se refere a segurança, acessibilidade e condições sanitárias e de higiene dos estádios do país. É o que aponta o Sistema Brasileiro de Classificação de Estádios (Sisbrace), desenvolvido e lançado pelo Ministério do Esporte na quinta-feira passada 28, em São Paulo, em parceria com o Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais/COPPE/UFRJ (IVIG).


A classificação dos estádios, que segue o modelo semelhante aos dos hotéis, em que ao invés de estrelas, a categoria da arena esportiva é estabelecida por bolas, foi dada após dois anos de trabalho de campo, onde foram vistoriados 155 estádios em 129 cidades, de norte a sul do país. Uma nova etapa, que deve ter início ainda no primeiro semestre de 2016, irá classificar outros 140 locais. Os níveis de classificação variam de uma bola – para estádios em condições mais desfavoráveis – a cinco bolas – para os estádios com melhor categorização.

Dos 155 estádios avaliados, cinco foram maranhenses: João Castelo, o Castelão – que em 2012 recebeu reforma e modernização que custaram R$ 28 milhões aos cofres públicos –, e Frei Epifânio D'Abadia, respectivamente em São Luís e Imperatriz, ambos com três bolas, ficando entre os 51 piores do país; Nhozinho Santos, em São Luís, com apenas duas bolas, ficando entre os 59 piores; e José Luis Neriz Correa, o Correão, em Bacabal, e Renné de Matos Bayma, em Codó, com apenas uma bola, ficando entre os 29 piores estádios do pais em questões de conforto, segurança, acessibilidade e condições sanitárias e de higiene.

Outros 13 estádios ganharam cinco bolas, e três quatro bolas.

A metodologia utilizada pelo Sisbrace para classificar os estádios foi fundamentada no Estatuto de Defesa do Torcedor, nas disposições que tratam das condições de segurança dos estabelecimentos desportivos.

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