5 de jul de 2015

Cachorro dorme em porta de hospital do DF há 3 semanas à espera do dono

Homem foi internado depois de procurar atendimento cardiológico.
Animal é alimentado por funcionários e ganhou apelido de 'Barãozinho'.


Do G1 DF

Um cachorro aguarda há três semanas na porta do centro médico do Hospital São Francisco, emCeilândia, no Distrito Federal, a saída do dono, que foi internado após procurar atendimento cardiológico. Vigias, recepcionistas e demais funcionários se revezam para alimentar o bicho, que escolheu um canto na lateral da emergência da unidade para passar as noites.
Cachorro na porta de hospital em Ceilândia à espera do dono, que está internado há três semanas (Foto: Isabella Formiga/G1)

A recepcionista Rita Raimundo diz que o homem estava internado na UTI, mas que havia sido transferido para um leito comum nos últimos dias. Ela apelidou o animal de “Barãozinho” e brinca que ele é o segurança do hospital.
“Quando esse cachorro apareceu aqui, achei que era um cachorro comum, como a gente sempre encontra [...]. Comecei a dar comida ao cachorro. Mas tinha dia que eu chegava e ele estava todo desesperado querendo entrar no hospital. Então perguntei para o colega que trabalha aqui e ele falou: ‘O dono está aqui, internado".
As meninas avisaram que tinha um moço que estava internado e tinha um cachorro que tinha chegado no mesmo dia em que ele chegou. O cachorro agoniado querendo entrar, querendo entrar, daí os meninos viram que eram dele, desse paciente"
Fátima Andrade, brigadista
A brigadista Fátima Andrade disse que o cachorro tentou entrar várias vezes no hospital antes de os funcionários saberem que ele era de um paciente internado.

“As meninas avisaram que tinha um moço que estava internado e tinha um cachorro que tinha chegado no mesmo dia em que ele chegou. O cachorro agoniado querendo entrar, querendo entrar, daí os meninos viram que eram dele, desse paciente”, afirmou.

Funcionários relatam que o cachorro circula durante o dia pelo estacionamento e dorme em frente ao pronto-socorro. A recepcionista Rita Raimundo diz que separa metade do almoço dela para dar ao cachorro e afirma que diversas pessoas já se interessaram em adotá-lo, mas que ela sempre avisa que o dono está no hospital. "Tem um monte de gente querendo levar, a gente é que não deixa."

0 comentários:

Postar um comentário

Sua participação é muito importante para nós.

Pesquise