2 de jul de 2015

Assassina usou lâmina de barbear para arrancar bebê de grávida morta

Gilmária Silva, de 33 anos, confessou ter matado Patrícia Xavier, 21, para salvar o casamento
Do R7

Outra pendência é o exame de DNA, previsto para ficar pronto em até 30 dias, que vai confirmar se o bebê encontrado com Gilmária é mesmo o filho de Patrícia. A polícia informou que o recém-nascido passa bem, está em local seguro, com conhecimento da Justiça.  O marido de Gilmária, após ser ouvido na delegacia, foi liberado

A mulher que confessou ter cometido um crime que chocou a cidade de Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, surpreendeu os policiais ao contar detalhes de como assassinou a grávida Patrícia Xavier, de 21 anos, e arrancou o bebê. Gilmária Silva Patrocínio, 33, usou uma lâmina de barbear para cortar a barriga e o útero da vítima

A mulher participou da reconstituição do crime e afirmou ter planejado tudo para tentar salvar o próprio casamento. Ela tinha inventado para o marido que estava grávida e contou que “precisava” de uma criança para amenizar uma crise no relacionamento. Gilmária, mãe de quatro filhos com outros companheiros, tinha feito uma laqueadura (cirurgia para ligar as trompas) e não poderia engravidar novamente

Segundo a delegada Iara Gomes, a suspeita contou que conhecia a vítima porque já havia colocado um piercing nela. Ela atraiu a grávida até uma mata na sexta-feira (26) dizendo que algumas pessoas queriam ajudá-la doando móveis para o bebê. Ao chegar ao local do crime, Gilmária golpeou a vítima com um pedaço de madeira e executou o crime, que, para a polícia, foi premeditado

Em depoimento, a mulher contou que cortou a barriga da vítima com uma lâmina de barbear e retirou o bebê ainda dentro da placenta. Ela também teria cortado o pescoço de Patrícia e escondido o corpo dentro de uma caixa d’água existente na mata. A vítima foi encontrada com os pés e mãos atados e amordaçada

Para a polícia, as demonstrações feitas por Gilmária na cena do crime reforçam que essa versão é a verdadeira.  Entretanto, os delegados ainda dependem de outras apurações para encerrar o caso, entre elas avançar nas investigações sobre um homem, também preso e que morava nas imediações. A polícia quer saber se ele teve participação no crime, se Gilmária agiu sozinha, ou se contou com a participação de outra pessoa





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